Despachante aduaneiro pode ser Simples Nacional?

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Você tirou o registro de despachante aduaneiro, começou a fechar os primeiros processos e agora precisa decidir como estruturar a empresa e quanto disso vai parar na mão do governo. 

A dúvida sobre se o despachante aduaneiro pode ser Simples Nacional costuma surgir logo nessa fase, porque o regime tem fama de ser o mais barato. 

A profissão tem particularidades que mexem bastante no valor final, dependendo de como a empresa é montada. 

A Guimarães Soluções Contábeis é uma contabilidade especializada em comércio exterior e vamos explicar o que define a conta do despachante aduaneiro nesse regime.

 

Despachante aduaneiro pode optar pelo Simples Nacional?

Sim, o despachante aduaneiro pode optar pelo Simples Nacional. 

O que muitos profissionais descobrem tarde é que o Simples não cobra um valor fixo. 

O imposto começa em uma faixa e sobe conforme o faturamento cresce, e a tabela em que o despachante cai muda bastante a conta. 

Por isso a resposta “pode” vem sempre acompanhada de uma segunda pergunta mais importante, que é em qual faixa você vai pagar.

 

Quanto de imposto o despachante aduaneiro paga no Simples Nacional?

O imposto do Simples é recolhido numa guia única mensal, chamada de DAS, que junta vários tributos num pagamento só. 

A profissão de despachante entra, por padrão, no Anexo V, a tabela do Simples aplicada a serviços profissionais, que começa em 15,5%

Existe, porém, um caminho previsto na própria lei para essa mesma empresa migrar para o Anexo III, a tabela dos serviços comuns, que começa em 6%

 

Como o despachante aduaneiro paga 6% de imposto em vez de 15,5% no Simples Nacional?

A regra olha para quanto a sua empresa gasta com gente. 

Quando a soma dos salários da equipe com a retirada mensal do próprio dono (o pró-labore) alcança 28% ou mais do faturamento dos últimos doze meses, o despachante sai do Anexo V e passa a recolher pelo Anexo III, que começa em 6%. 

Essa comparação entre folha e faturamento tem um nome técnico, o Fator R, e a lei aplica ela expressamente aos serviços de despachantes.

A retirada do dono conta nessa soma, e é justamente o detalhe que decide o jogo em empresa pequena.

Um despachante que opera sozinho e quase não tem folha costuma ficar abaixo dos 28% e pagar pelo Anexo V

Ao formalizar uma retirada mensal adequada, ele mesmo eleva essa proporção e leva a empresa para o Anexo III

O cálculo é refeito todo mês, então a contabilidade acompanha a folha de perto para manter o enquadramento mais barato sempre que ele valer a pena.

Leia mais: Despachante aduaneiro pode ser MEI?

 

Quanto o despachante aduaneiro economiza pagando 6% em vez de 15,5%?

Numa empresa que fatura R$ 15 mil por mês, a diferença entre as duas tabelas fica assim na faixa inicial:

  • Pela tabela de 15,5%, o imposto é de cerca de R$ 2.325 por mês.
  • Pela tabela de 6%, cai para cerca de R$ 900 por mês.

A economia passa de R$ 1.400 por mês, mais de R$ 17 mil por ano, apenas por enquadrar a empresa na tabela certa. 

 

Despachante aduaneiro precisa abrir empresa para trabalhar?

O exercício da profissão depende de um registro pessoal na Receita Federal, feito no seu nome como pessoa física. 

Trabalhar assim, como autônomo, é possível, mas a tributação fica pesada: a receita entra na sua declaração de pessoa física e o imposto de renda chega a 27,5%, fora a contribuição ao INSS.

Para faturar como empresa e ter acesso ao Simples Nacional, você abre uma pessoa jurídica. 

 

Despachante aduaneiro precisa de registro na Receita Federal antes de abrir a empresa?

O registro vem antes de tudo. 

Para constar no quadro de despachantes aduaneiros da Receita Federal, você precisa comprovar pelo menos dois anos de atuação como ajudante de despachante e ser aprovado no exame de qualificação técnica

Sem esse registro, não existe atividade de despachante para enquadrar na empresa, e a abertura da PJ fica sem o objeto que justifica o CNAE.

O Simples Nacional é sempre a melhor opção para o despachante aduaneiro?

Nem sempre. O Simples costuma ganhar para a maioria dos despachantes, principalmente os que mantêm a folha acima dos 28% e recolhem pelo Anexo III (6%).

Existem situações em que outro regime sai mais barato. 

Um despachante com faturamento alto e folha muito baixa, sem retirada relevante e sem equipe, pode ficar preso no Anexo V (15,5%).

Nesse caso, o Lucro Presumido às vezes gera uma carga menor. 

A definição não sai de uma regra única, e sim de uma simulação que compara a sua folha, o seu faturamento e a sua margem nos três regimes.

Esse comparativo é o cálculo que a contabilidade faz antes da abertura, para você não escolher o regime no escuro.

Como a Guimarães ajuda o despachante aduaneiro a pagar menos imposto no Simples Nacional

A Guimarães Soluções Contábeis atua há mais de 25 anos com contabilidade especializada em comércio exterior e conhece de perto a rotina de quem trabalha com despacho aduaneiro.

O trabalho começa pelo diagnóstico. Análise do seu faturamento esperado, da folha e da retirada para definir o regime e a faixa de imposto mais baixa desde a abertura do CNPJ.

Depois vem o acompanhamento mensal, que mantém a empresa no enquadramento certo conforme a folha muda.

Para abrir a sua empresa de despachante aduaneiro pagando o mínimo de imposto possível, fale com a equipe da Guimarães e agende um diagnóstico.

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